“Meu voo foi cancelado. A companhia precisa devolver o dinheiro?” “Pedi reembolso e ainda não recebi: o que posso fazer?” “Minha mala não chegou ou voltou danificada: quem responde pelos gastos e pelo prejuízo?” Quem pesquisa Avianca no Reclame Aqui costuma procurar uma resposta para uma dessas situações, não apenas uma nota sobre a empresa.

Cancelamento, reembolso pendente, mala extraviada e danos à bagagem estão entre os casos mais comuns que chegam ao escritório. Nesses casos, nossa orientação começa por entender o que aconteceu, o que a companhia respondeu e quais despesas o passageiro consegue comprovar. Antes de entrar em cada problema, vale olhar a reputação da Avianca no Reclame Aqui. Depois, vamos às dúvidas de cada situação: o que a lei prevê, quais prazos importam e o que os protocolos e documentos ajudam a demonstrar.

Reputação da Avianca no Reclame Aqui

Na página oficial da Avianca no Reclame Aqui, avalie a nota com três indicadores: percentual de reclamações respondidas, índice de soluções e tempo médio de resposta, sempre conferindo o período de avaliação indicado na página. Filtrar as queixas recentes pelo seu tema — reembolso, cancelamento, bagagem perdida na conexão em Bogotá — mostra como a companhia responde na prática e o que os consumidores contam depois.

A nota mede o relacionamento comercial, não o direito do passageiro. O que sustenta o direito é o registro do problema no canal certo e a prova documental do prejuízo.

Voo cancelado ou conexão perdida: o que a companhia deve

Pela Resolução ANAC nº 400/2016, válida para voos que partem do Brasil, o cancelamento dá ao passageiro a escolha entre reacomodação, outro meio de transporte ou reembolso integral — escolha do consumidor, não da companhia. Durante a espera, a assistência material é obrigatória: comunicação a partir de 1 hora, alimentação a partir de 2 horas e hospedagem com transporte a partir de 4 horas. A conexão em Bogotá é o ponto central da operação da Avianca: quando ela se perde por atraso ou cancelamento do próprio trecho, a companhia responde pela reacomodação e pelos prejuízos comprovados decorrentes.

Reembolso que não chega: prazo e prova

O reembolso deve ser devolvido em até 7 dias em voos domésticos e 12 dias em voos internacionais contados do pedido; quando quem cancela é a companhia, é integral, sem multa, taxa ou voucher forçado. O artigo 740 do Código Civil assegura a restituição dos valores quando o transporte não ocorre, e o Código de Defesa do Consumidor veda retenção sem contraprestação. Protocolo do pedido, print da confirmação e extrato do cartão provam a cobrança e o tempo de atraso — período que fundamenta a atualização do valor devido.

Mala extraviada na conexão em Bogotá

Bogotá é o hub da Avianca e, como toda conexão única e obrigatória, ponto recorrente de mala que não acompanha o passageiro. Em voos internacionais, a companhia tem 21 dias para localizar e devolver a bagagem (Resolução ANAC nº 400/2016); vencido o prazo, o dever de indenizar fica caracterizado, incluindo gastos emergenciais comprovados por nota fiscal. Registre o RIB (Relatório de Irregularidade de Bagagem) assim que a mala não aparecer na esteira: é ele que liga o extravio ao bilhete e à etiqueta de despacho. Convenção de Montreal e CDC se aplicam cumulativamente, prevalecendo a regra mais favorável ao passageiro.

Mala danificada ou violada: o que conta a seu favor

Mala amassada, rasgada, com cadeado rompido ou itens faltando deve ser comunicada ao balcão da Avianca assim que identificada. Em voos internacionais, a Convenção de Montreal exige queixa por escrito em até 7 dias do recebimento da bagagem — prazo que corre independentemente da resposta da companhia. Fotos antes de qualquer conserto, notas fiscais e o protocolo do registro formam a prova. Limites contratuais abaixo do prejuízo real podem ser afastados pelo CDC.

As provas que sustentam cada reclamação

  • Cancelamento e conexão perdida: cartão de embarque, print do aviso, comprovante da reacomodação ou da passagem alternativa e protocolo do atendimento.
  • Reembolso: protocolo do pedido, extrato do cartão com a cobrança e a ausência do crédito, e-mails da central.
  • Extravio: RIB, etiqueta de bagagem e notas dos gastos emergenciais no destino.
  • Dano: fotos imediatas, comunicação escrita dentro dos 7 dias, orçamento de conserto ou nota da bagagem nova.

Com esse material, a reclamação deixa de ser um desabafo e passa a ser um pedido documentado — diferença que costuma decidir o resultado.